Judicialização da saúde: gastos Federais para o Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2011-2014

Autores

  • Karina Pires Nogueira Ministério da Saúde
  • Erika Barbosa Camargo Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.17566/ciads.v6i2.387

Palavras-chave:

Judicialização, Decisões judiciais, Direito à saúde

Resumo

Introdução: Em função da crescente demanda judicialização da saúde no Brasil estima-se que o aumento dos custos pode inviabilizar a sustentabilidade do SUS. Objetivo: analisar os gastos Federais para o sistema público de saúde Brasileiro com medicamentos obtidos por meio de ações judiciais entre os anos de 2011-2014. Metodologia: estudo transversal, com características descritivas e analíticas. Dados levantados na plataforma DW/COMPRASNET. Resultados: De 12.578 processos de judicialização na esfera federal foram extraídos 15 medicamentos com maior valor de aquisição, destes, 7 medicamentos corresponderam a R$ 1,45 bilhão do orçamento federal o que significou 87% do gasto total das ações estudadas. Dos 15, 14,28% (n=4) tinham registro na Anvisa, estavam incorporados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) e eram integrantes da Relação de Medicamentos Essenciais (RENAME); 46,42% (n=13) possuíam registro na Anvisa, porém não incorporados pela CONITEC e não integrantes da RENAME; 3,57% (n=1) com registro na Anvisa, incorporados pela CONITEC e não integrantes da RENAME e 35,71% (n=10) sem registro na Anvisa, não incorporados pela CONITEC e não integrantes da RENAME. Conclusão: Com a judicialização da saúde as aquisições são realizadas sem planejamento ou estabelecimento de critérios mínimos o que pode comprometer a sustentabilidade do SUS.  

Biografia do Autor

Karina Pires Nogueira, Ministério da Saúde

Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos/Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde

Erika Barbosa Camargo, Universidade de Brasília

Faculdade de Ciências da Saúde/Departamento de Nutrição

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2017-06-29

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