Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos <p>O CIADS é um periódico trimestral, de acesso livre, destinado a difundir a produção acadêmica no campo do Direito Sanitário. É publicado pelo Programa de Direito Sanitário, da Fundação Oswaldo Cruz de Brasília. As submissões - em português, inglês ou espanhol - são aceitas durante o ano todo, em fluxo contínuo, e o processo editorial se faz sem ônus para autores ou instituições.</p> Fundação Oswaldo Cruz pt-BR Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário 2358-1824 <p>Os autores retêm o copyright, mas cedem, em caráter permanente, irrevogável, gratuito e com exclusividade, o direito de primeira publicação da obra à revista Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário.</p> <p>A revista adota a <em>CC Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International</em> (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.en" target="_blank" rel="noopener">https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.en</a>). Com essa licença é permitido acessar, baixar, copiar, imprimir, compartilhar, reutilizar e distribuir os artigos, desde que para uso não comercial, sob a mesma licença CC BY-NC-SA 4.0, e com a citação da fonte, conferindo os devidos créditos de autoria e menção ao Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário. </p> Estado, vulnerabilidade, comunicação e pandemia de COVID-19 https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/937 <p class="Abstext">Este dossiê apresenta os resultados de estudos que debatem o direito à saúde, confinamento, comunicação e COVID-19 à luz das contribuições de seis áreas de conhecimento: Saúde Coletiva, Antropologia Social, Comunicação em Saúde, Psicologia Social, Bioética e Direito Sanitário. A partir desse olhar interdisciplinar, tais estudos abordam principalmente o Estado – seja ele materializado em entes da federação, agentes governamentais e principalmente instituições – diante da pandemia de COVID-19 e versam sobre os direitos fundamentais, a legislação em saúde, as medidas de confinamento no combate ao coronavírus, a mídia e especialmente alguns segmentos populacionais em situação de vulnerabilidade. Espera-se que este dossiê indique novos caminhos para investigar as experiências de isolamento e confinamento no Brasil e contribua para outros debates e outras publicações sobre vulnerabilidade e Estado, que certamente se sucederão nos próximos anos.</p> Martinho Braga Batista e Silva Adriana Kelly Santos Copyright (c) 2022 Martinho Braga Batista e Silva; Adriana Kelly Santos (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 08 13 10.17566/ciads.v11i2.937 Expediente https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/952 <p>Volume 11, número 2, abr./jun. 2022<br />ISSN 2358-1824</p> <p>Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (CIADS) é um periódico trimestral, de acesso livre, publicado pelo Programa de Direito Sanitário, da Fundação Oswaldo Cruz de Brasília. As submissões - em português, inglês ou espanhol - são aceitas durante o ano todo, em fluxo contínuo, e o processo editorial se faz sem ônus para autores ou instituições. É dirigida a professores, pesquisadores e estudantes de Direito, Ciências da Saúde e Ciências Sociais; operadores do Direito; profissionais de saúde e gestores de serviços e sistemas de saúde. Seu objetivo é difundir e estimular o desenvolvimento do Direito Sanitário na região ibero-americana, promovendo o debate dos grandes temas e dos principais desafios do Direito Sanitário contemporâneo.</p> <p><strong>EQUIPE EDITORIAL</strong></p> <h4>Editora-chefe</h4> <p><a href="http://lattes.cnpq.br/2102408701697191" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sandra Mara Campos Alves</strong></a></p> <p>Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasil</p> <h4>Editora-executiva</h4> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0639832273606285" target="_blank" rel="noopener">Glaucia Cristina dos Santos Cruz</a></strong></p> <p>Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasil</p> <h4>Editor assistente</h4> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/8971710291825637" target="_blank" rel="noopener">Egon Rafael dos Santos Oliveira</a></strong></p> <p>Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasil</p> <h4>Assistente Editorial</h4> <p><a href="http://lattes.cnpq.br/6826992326599035"><strong>Danilo Silva Santos Rocha</strong></a></p> <p>Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasil</p> <p><strong>CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO</strong></p> <p><strong><a href="https://www.eur.nl/people/andre-den-exter">André den Exter</a></strong><br />Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda</p> <p><strong><a href="https://www.cienciavitae.pt/951E-7E45-3E7F">André Dias Pereira</a></strong><br />Universidade de Coimbra, Portugal</p> <p><strong><a href="https://web.unican.es/portal-investigador/personal-investigador/detalle-investigador?i=5ECE8EC435F6DAA3">Angel Pelayo Gonzáles-Torre</a></strong><br />Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha</p> <p><a href="https://instituciones.sld.cu/insat/historia/consejo-cientifico/"><strong>Caristina Robaina Aguirre</strong></a><br />Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba</p> <p><strong><a href="https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/workflow/index/838/http:/lattes.cnpq.br/6869396953297183">Eli Iola Gurgel Andrade</a></strong><br />Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil</p> <p><a href="http://personale.unimore.it/rubrica/dettaglio/gcorsi"><strong>Giancarlo Corsi</strong></a><br />Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália</p> <p><strong><a href="http://derecho.bogota.unal.edu.co/la-facultad/estructura/decanatura/menu-de-la-dependencia/decano/">Hernando Torres Corredor</a></strong><br />Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia</p> <p><strong><a href="https://web.unican.es/PORTAL-INVESTIGADOR/PERSONAL-INVESTIGADOR/DETALLE-INVESTIGADOR?I=5746ADADDB3C0287">Joaquín Cayon de las Cuevas</a></strong><br />Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha</p> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/9749036345345037">Jose Geraldo de Sousa Junior</a></strong><br />Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil</p> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/9930841069316962">Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira</a></strong><br />Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil</p> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/9682855541881561">Maria Célia Delduque</a></strong></p> <p>Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil</p> <p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/6460389695404431">Miriam Ventura da Silva</a></strong><br />Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil</p> <p><strong><a href="https://www.ensp.unl.pt/docentes/paula-lobato-de-faria/">Paula Lobato de Faria</a></strong><br />Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal</p> <p><strong><a href="https://umac.academia.edu/VeraRaposo/CurriculumVitae">Vera Lucia Raposo</a></strong><br />Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal</p> Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário Copyright (c) 2022 Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 O recado está dado: a COVID-19 e suas repercussões para a comunicação em saúde nas instituições públicas https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/923 <p class="Abstext"><span lang="PT-BR">Com a pandemia de COVID-19, questões sobre Comunicação em Saúde ganharam destaque no que diz respeito à relação, ainda distante, entre instituições de saúde e o cotidiano dos brasileiros. O Brasil precisa avançar na efetivação da comunicação como direito humano e na compreensão de que comunicar saúde não se resume à transmissão de informações. O engajamento social depende de uma relação de confiança, conquistada a partir da permanente escuta ao público, considerando suas necessidades, críticas e saberes, daí a importância de construir pontes entre as instituições de saúde e o dia a dia das pessoas. A divulgação científica, a ciência cidadã e o universo das <em>fake news</em> – e aquilo que as sustenta e lhes assegura visibilidade, as mídias sociais – são também problematizados neste ensaio. Destaca-se a necessidade de uso não ferramental da comunicação e, principalmente, de um diálogo direto, horizontal e construtivo com as pessoas, de modo que a ciência ocupe o lugar de influenciadora legítima não só entre os pares, mas junto à sociedade – beneficiária e financiadora maior de seu trabalho.</span></p> Mariella Silva de Oliveira-Costa Maria Fernanda Marques Fernandes Wagner Vasconcelos Copyright (c) 2022 Mariella Silva de Oliveira-Costa, Maria Fernanda Marques Fernandes, Wagner Vasconcelos (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 175 182 10.17566/ciads.v11i2.923 Perda de objeto: as prisões e o sistema de justiça criminal em tempos de pandemia https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/892 <p class="Abstext"><strong><span lang="PT-BR">Objetivo:</span></strong><span lang="PT-BR"> analisar as relações entre pena de prisão e morte, a partir dos óbitos que ocorrem por doenças nos presídios do Estado de São Paulo, buscando relacioná-los às próprias condições de funcionamento das prisões, cenário que se agravou durante a pandemia de COVID-19. <strong>Metodologia:</strong> com base na realização de pesquisa documental, examinou-se 27 casos de pedido de prisão domiciliar feitos pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo para pessoas de grupos de risco. <strong>Resultado:</strong> os resultados demonstram um descompasso entre as ações do sistema de justiça criminal e a magnitude da crise sanitária que assolou o país, culminando com pedidos de prisão domiciliar feitos após a morte dos presos. <strong>Conclusão:</strong> concluiu-se que o sistema penitenciário e o sistema de justiça criminal operam como fatores centrais na produção da morte.</span></p> Fábio Mallart Paula Pagliari de Braud Copyright (c) 2022 Fábio Mallart, Paula Pagliari de Braud (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 14 35 10.17566/ciads.v11i2.892 Mortalidade carcerária em tempos de COVID-19 e a ineficiência do Estado na efetivação do direito à saúde https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/877 <p><strong>Objetivo:</strong> investigar os índices de mortalidade carcerária em razão da COVID-19, partindo de dados estatísticos oficiais e analisar a ineficiência do estado na efetivação do direito à saúde. <strong>Metodologia: </strong>foi utilizado o método dedutivo, fundamentado na técnica da investigação bibliográfica, com coleta de dados estatísticos e revisão narrativa de obras teóricas, de artigos científicos, da legislação brasileira, e de estudos na área da criminologia crítica, que revelam a crueldade do cárcere. <strong>Resultados:</strong> as condições de confinamento a que ficam expostas as pessoas encarceradas no Brasil são de superlotação, falta de ventilação e falta de higiene, o que pode ser uma grande fonte de contaminação por doenças contagiosas, potencializando o risco à saúde e à vida. <strong>Conclusão: </strong>o estudo expõe a vulnerabilidade de indivíduos encarcerados e a necessidade de que a normatização e as decisões judiciais visem à efetivação do direito à saúde e que o Estado seja responsabilizado pelas mortes, por ser omisso nas suas responsabilidades legais.</p> Lenice Kelner Bruna Schneider Copyright (c) 2022 Lenice Kelner, Bruna Schneider (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 36 53 10.17566/ciads.v11i2.877 Visibilizar indivíduos, ocultar instituições: uma análise documental de categorias governamentais para abordar o fenômeno do confinamento no Brasil https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/883 <p class="Abstext"><strong><span lang="PT-BR">Objetivo:</span></strong><span lang="PT-BR"> descrever e analisar categorias para se referir a pessoas e estabelecimentos adotadas nos setores saúde e justiça do Poder Executivo Federal, acentuando assim a dimensão política do fenômeno do confinamento no Brasil. <strong>Metodologia:</strong> desenvolvemos uma perspectiva panorâmica dos resultados obtidos, destacando o número e a frequência dessas categorias. Nossa análise documental focalizou cartilhas e outros materiais educativos, identificados e caracterizados após consulta a quatro websites. <strong>Resultados:</strong> reunimos 147 documentos, a maioria deles com a finalidade de suscitar engajamento social e a minoria para definir normas. No setor justiça, localizamos 412 registros de expressões para se referir a populações e 274 para se referir a estabelecimentos, bem como 619 e 390 no setor saúde, de modo que se apresenta o público da política quase o dobro de vezes do que o serviço ofertado nesses materiais educativos. <strong>Conclusão:</strong> há mais categorias para se referir às populações-alvo das políticas sanitárias e penitenciárias do que aos espaços nos quais se recomenda que elas sejam alocadas. Em algumas áreas técnicas, quase cinco vezes mais, como se o processo de formulação dessas formas de ação estatal colaborasse para visibilizar indivíduos e ocultar instituições.</span></p> Martinho Braga Batista e Silva Helena Salgueiro Lermen Adriana Kelly Santos Copyright (c) 2022 Martinho Braga Batista e Silva, Helena Salgueiro Lermen, Adriana Kelly Santos (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 54 70 10.17566/ciads.v11i2.883 Preso tem família: sofrimentos e resistências de familiares de encarcerados ao longo de um ano de pandemia https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/884 <p><strong>Objetivo</strong><strong>:</strong> investigar os sofrimentos e as formas de resistência de mulheres que participam de uma comunidade virtual voltada especificamente para familiares de presos. <strong>Metodologia: </strong>foi feito um levantamento das reportagens sobre coronavírus no sistema prisional brasileiro, compartilhadas na comunidade virtual durante o primeiro ano da pandemia. Por meio da análise de conteúdo, investigou-se os comentários feitos pelas seguidoras do grupo virtual às notícias postadas. <strong>Resultados: </strong>entre março e junho de 2020, as visitas às prisões foram suspensas e o acesso às informações sobre os presos era escasso, fazendo com que as familiares sofressem e protestassem. Nos meses de julho a novembro de 2020, a lenta retomada das visitas presenciais nas cadeias produziu outras tensões na dinâmica famílias-prisões. O retorno das suspensões de visitas no cárcere ocorreu entre dezembro de 2020 e março de 2021. Esse período coincide com o início da vacinação, levando familiares a realizar novas reivindicações aos órgãos públicos. Durante todo o primeiro ano de pandemia, famílias sofreram com a pouca comunicação e contato com os presos. Outras queixas recorrentes eram a falta de comida e de acesso à saúde nas unidades prisionais. Familiares protestaram dentro e fora das redes sociais, denunciando variadas violências operadas nas prisões e lutando pelos direitos e pelas vidas de seus parentes encarcerados. <strong>Conclusão</strong><strong>:</strong> os relatos obtidos na comunidade virtual indicam a gravidade dos problemas sanitário e humanitário enfrentados pelas pessoas presas e suas famílias, diante de um vírus letal no sistema prisional brasileiro.</p> Helena Salgueiro Lermen Copyright (c) 2022 Helena Salgueiro Lermen (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 71 87 10.17566/ciads.v11i2.884 Efeitos da pandemia da COVID-19 na saúde mental dos universitários: caso de estudantes da Universidade Rovuma, Moçambique https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/869 <p class="Abstext"><strong><span lang="PT-BR">Objetivo:</span></strong><span lang="PT-BR"> avaliar os efeitos da pandemia da COVID-19 na saúde mental dos estudantes universitários da Universidade Rovuma, em Moçambique. <strong>Metodologia:</strong> é um estudo qualitativo-epistemológico transversal, com o recurso da entrevista semi-estruturada, respondida em 2021 por seis estudantes da Universidade Rovuma-Moçambique, matriculados em diversos cursos. As entrevistas foram realizadas na universidade e levaram em média 55 minutos. <strong>Resultados:</strong> a pandemia da COVID-19 afetou seriamente a saúde mental dos estudantes universitários. O cancelamento das atividades presenciais impostas pela pandemia impactou na rotina dos estudantes por causa da mudança brusca e afastamento de colegas e professores. O medo de contaminação, a incerteza sobre o fim da pandemia e o retorno das aulas e o distanciamento social prolongado fizeram parte dos riscos à saúde mental. Com a retomada das aulas na modalidade remota, muitos estudantes passaram por outras experiências e dificuldades de aceder à plataforma porque muitos deles não possuíam meios (computador, <em>tablet</em> ou telemóvel) e internet de qualidade ou ainda por terem falta de domínio das tecnologias de informação e comunicação. <strong>Conclusão:</strong> neste período da pandemia da COVID-19, muitos estudantes passaram por experiências de estresse, ansiedade e medo de contaminação da doença. Não existem serviços de atendimento e apoio psicológico dentro da universidade para responder à demanda da pandemia e outras situações que impactam na saúde mental da comunidade universitária. Sugere-se assim que as universidades promovam serviços de apoio psicológico e de suporte social à comunidade acadêmica.</span></p> Rosário Martinho Sunde Sónia Giquira Manuel Marcos Aussene Copyright (c) 2022 Rosário Martinho Sunde, Sónia Giquira, Manuel Marcos Aussene (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 88 102 10.17566/ciads.v11i2.869 Perfil de atendimento em Centro de Atenção Psicossocial durante a pandemia da COVID-19: uma análise retrospectiva https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/893 <p class="Abstext"><strong><span lang="PT-BR">Objetivo:</span></strong><span lang="PT-BR"> caracterizar o perfil de usuários atendidos presencialmente no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Boa Vista, em Curitiba, no Paraná, a partir da decretação da pandemia de COVID-19 e mudanças nos protocolos de atendimento presencial. <strong>Metodologia:</strong> pesquisa documental, descritiva, com delineamento retrospectivo e abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu em registros administrativos e gerenciais no período de março a outubro de 2020. <strong>Resultados:</strong> houve uma incidência do perfil masculino, com média de idade de 40 anos, portadores de transtorno mental, por busca espontânea ao CAPS e o maior número dos acolhimentos foi atendido por psicólogos, sem a necessidade de encaminhamentos a outros serviços. <strong>Conclusão:</strong> o funcionamento e perfil de atendimento no CAPS foram alterados devido às modificações no atendimento durante a pandemia, necessárias para manter os padrões sanitários recomendados pelas autoridades.</span></p> Marcelo Costa Benatto Suellen Merencio da Silva Derdried Athanasio Johann Copyright (c) 2022 Marcelo Costa Benatto, Suellen Merencio da Silva, Derdried Athanasio Johann (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 103 117 10.17566/ciads.v11i2.893 Sem heróis, sem heroínas: reflexões sobre o discurso heroico utilizado pela mídia sobre os profissionais de enfermagem na pandemia de COVID-19 https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/881 <p class="Abstext"><strong><span lang="PT-BR">Objetivo:</span></strong><span lang="PT-BR"> discutir a utilização do discurso heroico, amplamente disseminado pela mídia durante a pandemia de COVID-19, como referência aos profissionais de enfermagem atuantes na crise sanitária. <strong>Metodologia:</strong> partiu-se da análise temática qualitativa de matérias jornalísticas publicadas em um portal <em>online</em> de notícias com abrangência nacional, entre março e julho de 2020, e da utilização do conceito de interseccionalidade como categoria analítica, com perspectiva decolonial. <strong>Resultados:</strong> constatou-se que, articulados à linguagem militar e à política de morte do atual governo brasileiro, essas construções colaboram para o enfraquecimento e invisibilidade da categoria profissional. <strong>Conclusão:</strong> existem graves problemas associados a essa construção narrativa, uma vez que além de contribuir para a desvalorização e silenciamento da profissão e de seus profissionais, desvirtua discussões críticas sobre questões estruturais enfrentadas por esses últimos. Argumenta-se, ainda, a importância da politização dos profissionais de enfermagem, visto sua frágil formação política, a fim de construírem outras narrativas que consolidem o cuidado de enfermagem como um cuidado político, democrático e consciente de sua inserção no atual contexto da crescente precarização do trabalho no país.</span></p> Felipe Akira Miasato Copyright (c) 2022 Felipe Akira Miasato (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 118 138 10.17566/ciads.v11i2.881 Implicações da autonomia na recusa de vacinação contra a COVID-19: reflexões a partir do entendimento do Supremo Tribunal Federal https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/865 <p><strong>Objetivo:</strong> discutir as implicações da autonomia na obrigatoriedade da vacina contra a COVID-19 a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal, correlacionando-as com a ética baseada em princípios. <strong>Metodologia: </strong>trata-se de uma pesquisa documental, pautada por decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e bibliográfica, utilizando bases de dados científicas. <strong>Resultados:</strong> observou-se que a vacinação compulsória no Brasil vem sendo aplicada em vários períodos da história e configura uma medida que assegura os direitos fundamentais, como o direito à saúde. Em um cenário pandêmico, a autonomia do indivíduo perde o protagonismo frente às necessidades coletivas, já que o direito à saúde é individual e coletivo. Concomitantemente, a suposta restrição da liberdade individual respalda-se no fundamento do interesse coletivo à saúde e à dignidade da pessoa humana. <strong>Conclusão:</strong> a imunização da população brasileira deve ser abordada de forma segura e eficaz para o controle dessa crise sanitária.</p> Gisele Martins Xavier Ana Raquel da Silva Gallo Claudia Lopes Rodrigues Chagas Fabiana Gusmão Gonçalves Oliveira Letícia Maciel Lescura Paula de Castro-Nunes Aluísio Gomes da Silva Júnior Copyright (c) 2022 Gisele Martins Xavier, Ana Raquel da Silva Gallo, Claudia Lopes Rodrigues Chagas, Fabiana Gusmão Gonçalves Oliveira, Letícia Maciel Lescura, Paula de Castro-Nunes, Aluísio Gomes da Silva Júnior (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 139 154 10.17566/ciads.v11i2.865 COVID-19 no município de Bagé/RS: radiografia da evolução da pandemia https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/837 <p><strong>Objetivo:</strong> caracterizar a dinâmica da COVID-19 no município de Bagé, construindo uma radiografia detalhada da propagação do SARS-CoV-2, relacionando a disseminação com as medidas de contenção impostas pelos governos estadual e municipal. Paralelamente, analisou-se uma série de eventos sociais e o comportamento da população frente essas medidas, de modo a relacionar seus impactos na disseminação do vírus. <strong>Metodologia:</strong> a pesquisa é caracterizada como quali-quantitativa, com um período de análise entre março de 2020 até abril de 2021. Foram utilizados dados de registros diários de novos casos, casos ativos, curados e suspeitos, números de óbitos, de leitos clínicos e de vagas em UTI, em conjunto com os dados de isolamento social. <strong>Resultados: </strong>diante dos dados analisados identificou-se indícios de que as medidas adotadas pela gestão pública impactaram na propagação do vírus, além disso, observou-se quatro fases do comportamento populacional durante a pandemia no município: medo, incerteza, relaxamento e descontrole. <strong>Conclusão:</strong> a flexibilização das medidas adotadas pelo poder público gerou picos acentuados de contaminação, porém, não foi possível reduzir significativamente o número de casos ativos da doença após esses picos, indicando que as decisões do poder público e a incerteza gerada em parte da população impossibilitaram o controle efetivo da disseminação do vírus no período analisado.</p> Anderson Luís Jeske Bihain Guilherme Goergen Leandro Blass Everson Jonatha Gomes da Silva Ketleen Grala Copyright (c) 2022 Anderson Luís Jeske Bihain, Guilherme Goergen, Leandro Blass, Everson Jonatha Gomes da Silva, Ketleen Grala (Autor) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-30 2022-06-30 11 2 155 174 10.17566/ciads.v11i2.837