Abstract
Partindo da crítica de que a abordagem positivista do Direito mantém as estruturas de domínio e poder econômico, e da crítica de que os direitos sociais são apropriados pelas classes mais privilegiadas em prejuízo das classes mais vulneráveis, analisa-se a questão da judicialização da saúde como expressão de um direito social contra os pobres e da concentração de poder promovida pelo Direito. A apreciação pelo Judiciário das demandas envolvendo direitos sociais – como o direito à saúde – mostra-se pautada por parâmetros inadequados, pois destinados à solução de conflitos de direitos individuais, abrindo, até mesmo, margem para o questionamento se os direitos sociais teriam “justiciabilidade”. Tendo em mente essa inadequação, aborda-se a adoção de meios alternativos de resolução de controvérsias para a solução de demandas de saúde como uma alternativa viável à judicialização da saúde, e que apresenta menor potencial de perturbação da organização das políticas públicas de saúde e uma promessa de desestabilização das estruturas de domínio econômico.
Authors retain the copyright to their works and grant the Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (CIADS) the right of first publication.
All published articles are licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0). This license permits use, distribution, and reproduction in any medium, provided that the original authorship and the source of publication are properly cited.
