A era digital na Antropologia Forense

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17566/ciads.v9i1.594

Palavras-chave:

Antropologia Forense. Ciência de dados. Sistema de justiça. Ética.

Resumo

Introdução: a produção de dados 3D tem-se revelado uma ferramenta útil na investigação e aplicação nas Ciências Forenses, contudo os avanços tecnológicos nem sempre são acompanhados pela legislação e comités de ética. Objectivo: aprofundar o tema do ponto de vista da Antropologia Forense. Metodologia: revisão bibliográfica sumária e consulta ao sistema jurídico português. Resultados: observa-se um vazio legislativo e uma ausência de normas éticas sobre a produção de dados 3D. Conclusão: é essencial que a revolução tecnológica seja acompanhada por um sistema jurídico adequado e comissões de ética estruturadas para uma evolução sustentável da Ciência.

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Biografia do Autor

Catarina Coelho, Universidade de Coimbra, Portugal

[1] Doutoranda em Antropologia Forense, financiamento pela FCT com referência de bolsa SFRH/BD/129826/2017, Universidade de Coimbra, Portugal; membro do Center for Functional Ecology (UID/BIA/04004/2019). http://orcid.org/0000-0001-7338-4955. E-mail: coelho.catarina.rs@gmail.com

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Publicado

01-04-2020

Como Citar

1.
Coelho C. A era digital na Antropologia Forense. Cad. Ibero Am. Direito Sanit. [Internet]. 1º de abril de 2020 [citado 30º de novembro de 2022];9(1):141-56. Disponível em: https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/594

Edição

Seção

ARTIGOS