O direito ao saneamento como fator social de saúde no Brasil

Autores

  • Mariana Almeida Picanço de Miranda
  • Luisa Almeida Picanço de Miranda
  • Marilucia Rocha de Almeida Picanço

DOI:

https://doi.org/10.17566/ciads.v2i2.81

Resumo

Este artigo tem como proposta apresentar a direta relação entre saneamento e saúde pública no Brasil. Teve como base revisão bibliográfica e análise de dados fornecidos pelo SNIS. Observou-se que existem no Brasil dois desafios do setor de saneamento que interferem diretamente na questão da saúde pública: regularidade do abastecimento de água e tratamento de esgoto. Apesar dos serviços de abastecimento de água no Brasil serem considerados praticamente universalizados, não há nenhuma regularidade no seu fornecimento, pois conforme dados apresentados pelo SNIS, a média da intermitência nas economias ativas é cerca de 40%. Ou seja, quase a metade dos domicílios no país não tem segurança no abastecimento de água. No entanto, a escassez no tratamento dos esgotos ainda é o maior desafio para o setor de saneamento brasileiro, já que os principais rios brasileiros ainda recebem esgotos in natura. O SNIS aponta que em 2011 a média nacional de tratamento de esgoto foi de 37,5%: ou seja, a maior parte da água que entra em contato com as pessoas é poluída. Diversas ações em prol da melhoria do setor estão sendo tomadas, inclusive no campo legal. Exemplo disso é a lei 12.305/2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujos objetivos principais são a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental, e o tratamento de resíduos sólidos. Este artigo pretende, portanto, além de demonstrar a relação entre saúde e saneamento, mostrar como a legislação pode interferir na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.

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Publicado

20-12-2013

Como Citar

1.
Picanço de Miranda MA, Picanço de Miranda LA, de Almeida Picanço MR. O direito ao saneamento como fator social de saúde no Brasil. Cad. Ibero Am. Direito Sanit. [Internet]. 20º de dezembro de 2013 [citado 28º de novembro de 2022];2(2):252-63. Disponível em: https://www.cadernos.prodisa.fiocruz.br/index.php/cadernos/article/view/81

Edição

Seção

Saúde, cidadania e democracia